Projetos desenvolvidos com Robótica do Método TRON recebem reconhecimento na 8ª FeNaDANTE

Transformar problemas reais em soluções tecnológicas é um dos caminhos trabalhados nas aulas de Robótica do Método TRON. Na Great International School, essa proposta ganhou forma em dois projetos desenvolvidos por estudantes e apresentados na 8ª FeNaDANTE: o SmartEdu, de Arthur Soares Lacerda, e o BioBeetlia, de Caio Vitor Da Mata Mendes.

Os dois projetos partiram de situações concretas e mobilizaram conhecimentos desenvolvidos ao longo das aulas de Robótica, com participação e orientação do professor Edwar Montenegro. Programação, eletrônica, prototipagem, sensores e pensamento computacional foram alguns dos conhecimentos aplicados pelos estudantes durante o desenvolvimento das soluções.

Os resultados alcançados na feira evidenciam como a aprendizagem pode ultrapassar o conteúdo trabalhado em sala e se transformar em projetos capazes de investigar problemas, testar hipóteses e propor soluções tecnológicas.

SmartEdu: tecnologia para aproximar escola e família

Desenvolvido por Arthur Soares Lacerda, estudante da turma G8, o SmartEdu – Gestão Escolar Inteligente para Aproximar Famílias e Instituições é uma plataforma que utiliza Inteligência Artificial para contribuir com a comunicação entre escola, estudantes e famílias.

A proposta é centralizar informações da rotina escolar e oferecer recomendações personalizadas relacionadas a atividades, eventos, comunicados, materiais, serviços e outras demandas da comunidade escolar, mantendo a supervisão humana no processo.

Para chegar ao protótipo apresentado na feira, Arthur passou por diferentes etapas de desenvolvimento. Os conhecimentos relacionados à Robótica e ao pensamento computacional contribuíram para a identificação do problema, o planejamento da solução, a modelagem do sistema, a programação, a construção do protótipo e a realização dos testes.

Na 8ª FeNaDANTE, o SmartEdu recebeu o Prêmio Destaque FAAP, reconhecimento que marcou a participação do projeto na feira.

BioBeetlia: um robô para investigar o ambiente

Professor Edwar e o aluno Caio na 8ª FeNaDANTE comemorando o credenciamento internacional para participar da CCTECH – Feira Científica y Tecnológica, em Luque, no Paraguai
(Edwar Montenegro, 2026)

Também desenvolvido a partir de um problema real, o BioBeetlia foi criado por Caio Vitor Da Mata Mendes, da turma G10.

O projeto consiste em um robô-besouro bioinspirado, equipado com sensores e integrado a uma aplicação digital para coletar, registrar e acompanhar dados ambientais em áreas verdes. A própria escola foi utilizada como área inicial de estudo.

O projeto reúne conhecimentos de robótica, eletrônica, programação, sensores e educação ambiental. Na prática, Caio pôde aplicar conceitos trabalhados nas aulas para construir e testar o robô, analisando aspectos como mobilidade, funcionamento dos sensores e coleta de dados em condições reais.

Na 8ª FeNaDANTE, o BioBeetlia conquistou credenciamento internacional para participar da CCTECH – Feira Científica y Tecnológica, em Luque, no Paraguai, ampliando a oportunidade de apresentação do projeto em um evento internacional.

Professor Edwar e Caio durante apresentação do BioBeetlia na 8ª FeNaDANTE
(Edwar Montenegro, 2026)

Quando aprender significa construir

Embora tenham propostas diferentes, SmartEdu e BioBeetlia têm um ponto em comum: ambos nasceram da investigação de problemas e passaram por um processo de construção de soluções.

Essa dinâmica está alinhada à proposta do Método TRON, que utiliza a Robótica como caminho para desenvolver conhecimentos e competências por meio da prática. Programar, montar circuitos, utilizar sensores e construir protótipos são partes de um processo maior: compreender um problema, pensar em possibilidades, desenvolver uma solução, testar seu funcionamento e aprimorá-la.

Nesse percurso, o professor atua como mediador da aprendizagem, acompanhando os estudantes na transformação de ideias em projetos concretos. Foi nesse processo que Arthur e Caio desenvolveram soluções que ultrapassaram os limites da sala de aula e chegaram a uma feira científica, colocando seus conhecimentos em contato com avaliação, apresentação e reconhecimento externo.

Os resultados do SmartEdu e do BioBeetlia mostram, assim, duas possibilidades diferentes de aplicação da tecnologia: uma voltada à comunicação e à gestão escolar; outra à investigação ambiental. Em comum, os dois projetos revelam o potencial de uma aprendizagem baseada em problemas, experimentação e desenvolvimento de soluções.

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